"Morre Oscar Schmidt, maior jogador brasileiro de basquete, aos 68 anos"
- Rogerio Rodrigues
- 18 de abr.
- 2 min de leitura

O basquete brasileiro está de luto. Oscar Schmidt, maior jogador da história do país, morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. A causa da morte não foi divulgada oficialmente. Ídolo eterno do esporte nacional, ele deixa um legado incomparável dentro e fora das quadras.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar encerrou a carreira com 49.737 pontos, marca que o consagrou por décadas como o maior pontuador da história do basquete mundial. O recorde só foi superado em 2024 pelo norte-americano LeBron James. Mesmo assim, o brasileiro segue como maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.
Início da carreira e ascensão meteórica
Nascido em Natal (RN), Oscar Schmidt teve contato com o basquete ainda na adolescência. Aos 16 anos, mudou-se para São Paulo e iniciou a carreira profissional no Palmeiras, em 1974. O talento precoce o levou rapidamente às seleções de base e, em 1977, foi eleito o melhor pivô sul-americano juvenil.
Antes dos 20 anos, já acumulava feitos expressivos, como o título sul-americano e a medalha de bronze no Mundial de 1979, disputado nas Filipinas.
Olimpíadas e Seleção Brasileira
Oscar Schmidt disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos (1980 a 1996) e foi o cestinha do Brasil em todas elas, incluindo Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992. Apesar das grandes atuações individuais, a Seleção Brasileira terminou entre a quinta e a nona posições nessas edições.
O maior momento da carreira com a camisa verde e amarela veio no Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil na histórica conquista da medalha de ouro sobre os Estados Unidos, em plena Indianápolis.
Clubes, recordes e aposentadoria
Além da carreira internacional, Oscar atuou por clubes importantes no Brasil, como Corinthians e Flamengo. Foi com a camisa rubro-negra que marcou seus últimos pontos e superou Kareem Abdul-Jabbar, ídolo do Los Angeles Lakers, tornando-se o maior pontuador da história do basquete à época. A aposentadoria veio em 2003.
Luta contra o câncer e legado eterno
Em 2011, Oscar Schmidt foi diagnosticado com um câncer no cérebro. Após anos de tratamento, venceu a doença em 2022. Nesta sexta-feira, após passar mal e ser levado ao hospital, o ídolo não resistiu.
Apesar do apelido “Mão Santa”, Oscar sempre fez questão de ressaltar que seu sucesso vinha de treino, disciplina e dedicação, afirmando que preferia ser lembrado como alguém de “mão treinada”.
Com nove medalhas pela Seleção Brasileira e uma trajetória histórica, Oscar Schmidt se despede como uma das maiores lendas do esporte mundial e o maior nome do basquete brasileiro de todos os tempos.















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